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Ataque do Irão a Israel

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Mísseis balísticos iranianos acima a mesquita de al-Aqsa em Jerusalém al-Quds
Mísseis balísticos iranianos sobre a mesquita de al-Aqsa em Jerusalém al-Quds

O ataque do Irão a Israel ou Operação Wa’ad Sadiq (Promessa Sincera), é uma operação militar da República Islâmica do Irão contra Israel em 14 de abril de 2024, em resposta ao ataque do regime sionista ao consulado iraniano em Damasco. Esta operação é considerada o primeiro confronto direto entre o Irão e Israel, o maior ataque de drones do mundo e o maior ataque de mísseis da história do Irão. Na operação Sadiq, mais de 300 drones e mísseis foram disparados do Irão em direcção aos territórios ocupados (territórios palestinos ocupados por Israel), e alguns dos mísseis passaram pelos sistemas de defesa de Israel e atingiram alvos militares israelitas, incluindo a base aérea de Navatim.

Estudiosos e várias figuras religiosas e políticas, incluindo o aiatolá Makarem Shirazi e o aiatolá Nouri Hamdani, das autoridades xiitas Taqlid, reagiram a esta operação e apoiaram-na; Mas os Estados Unidos e alguns países europeus condenaram-na.

O representante do Irão nas Nações Unidas considerou o ataque militar do Irão baseado no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas defesa legítima. A estabilização do Irão como potência de mísseis e drones na região e no mundo e a capacidade do Irão de responder a qualquer ameaça estão entre os efeitos e consequências desta operação. Alguns especialistas iranianos, apesar dos avançados sistemas de defesa aérea de Israel, consideraram a chegada de mísseis e drones iranianos aos territórios palestinianos ocupados como uma demonstração da capacidade do Irão e do fracasso do regime sionista.

Descrição da Operação

Esta operação foi realizada sob o código de "Ya Rasulullah", nas últimas horas do dia 13 e na madrugada de 14 de abril de 2024, disparando dezenas de mísseis e drones do Irão em direção a Israel.[1] Este é o primeiro confronto direto entre o Irão e Israel.[2] Segundo responsáveis militares israelitas, nesta operação foram disparados contra Israel 185 drones, 110 mísseis superfície-superfície e 36 mísseis de cruzeiro, a maioria deles provenientes do Irão e alguns do Iraque e do Iémen.[3] O ataque à base aérea de Novatim foi um dos alvos das operações iranianas de mísseis e drones em resposta ao ataque sionista.[4] Segundo a Euronews, nesta operação, na qual os Houthis do Iémen, as milícias iraquianas e o Hezbollah do Líbano acompanharam e ajudaram o Irão, as áreas norte, sul e leste do Irão. Os territórios ocupados e as Colinas de Golã ocupadas também foram alvo.[5]

Esta operação foi considerada o maior ataque de drones do mundo[6], o maior ataque de mísseis da história do Irão[7].

Os Drones do Irão Atingiram os Alvos?

Segundo fontes de notícias, alguns países como os Estados Unidos, a Inglaterra[8] e a Jordânia[9] ajudaram Israel a interceptar drones iranianos; Contudo, de acordo com os relatórios, vários mísseis atingiram as bases aéreas de Ramon e Nawatim na Palestina ocupada[10]. Foram lançados apenas para atacar os sistemas de defesa de Israel, de modo que, ao atacar os sistemas de defesa, os mísseis atingiriam os alvos.[11]

Por que o Irão atacou Israel?

A operação militar do Irão contra Israel foi realizada em resposta ao ataque de Israel ao consulado da República Islâmica do Irão em Damasco, em 1 de abril de 2024.[12] O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas do Irão afirmou claramente que a razão para esta operação foi Israel ter cruzado a linha vermelha do Irão e atacado o consulado iraniano em Damasco.[13] No ataque israelita ao edifício consular iraniano, sete membros do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica, incluindo Mohammad Reza Zahedi, um dos comandantes superiores da Força Quds, foram martirizados.[14] A representação do Irão nas Nações Unidas considerou as operações militares do Irão baseadas no Artigo 51 da Carta das Nações Unidas[Nota 1] é defesa legítima.[15] Foi dito que o ataque do Irão a Israel ocorreu após a decepção de prosseguir diplomaticamente e através do Conselho de Segurança da ONU para condenar o ataque à embaixada iraniana em Damasco e evitar a sua repetição.[16]

Nomeando a operação de Wa’ad Sadiq (Promessa sincera)

Num comunicado, o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) qualificou esta operação como Wa’ad Sadiq (Promessa sincera) e qualificou-a como parte da punição de Israel, que foi realizada com a aprovação do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão e sob a supervisão do Estado-Maior General das forças armadas do país.[17] Ele também anunciou o apoio do exército e do Ministério da Defesa da República Islâmica nesta operação.[18] Anteriormente, o Aiatolá Khamenei, o líder supremo da República Islâmica do Irão, tinha falado sobre a punição do regime israelita[19] e a resposta lamentável a ela[20].

Reações

Ao mesmo tempo que as operações do IRGC, grupos de pessoas em diferentes cidades do Irão, como Teerão, Isfahan e Kerman[21] e também no Líbano,[22] Iraque[23] saíram às ruas e regozijaram-se. Além disso, no dia 14 de abril de 2024, foram realizadas reuniões espontâneas em cidades iranianas[24] e em alguns outros países[25] em apoio a esta ação. Além disso, a hashtag Punição ao Agressor e Dia da Vingança foi tendência em algumas redes sociais[26].

Estudiosos e várias figuras religiosas e políticas reagiram a esta operação, incluindo o aiatolá Makarem Shirazi das autoridades xiitas Taqlid, que a consideraram uma fonte de satisfação e orgulho para os muçulmanos.[27] Numa mensagem, o Aiatolá Nouri Hamadani também considerou esta operação apropriada e apoiada.[28] Reza Ramezani, Secretário Geral da Assembleia Mundial de Ahl al-Bayt (a.s.) também reagiu a esta operação e avaliou-a como um grande fracasso para o regime sionista.[29] Além disso, na página atribuída a Ahmad bin Hamad al-Khalili, o Grande Mufti do Reino de Omã, na rede social X, esta acção do Irão foi descrita como muito feliz.[30]

Os Estados Unidos e alguns países europeus, como a Grã-Bretanha e a Alemanha, condenaram a Operação Wa’ad Sadiq (Promessa sincera) em apoio a Israel.[31] O Secretário da ONU, a Rússia, a China e alguns países árabes também apelaram ao Irão e a Israel para exercerem contenção.[32]

Consequências

A estabilização do Irão como potência de mísseis e drones na região e no mundo e a capacidade do Irão de responder a qualquer ameaça estão entre os efeitos e consequências desta operação.[33] Alguns especialistas iranianos, apesar dos sistemas de defesa aérea de Israel, como Iron Dome, Flakhan Dawood e Pygan 3, consideraram a chegada de mísseis e drones iranianos aos territórios palestinos ocupados como uma demonstração das capacidades militares do Irão e consideraram-na um fracasso para o regime sionista.[34] Eles também consideraram esta operação para atropelar as linhas vermelhas dos sionistas.[35] Hossein Alaei, o primeiro comandante da Marinha do IRGC, considerou o ataque do Irão a Israel com um anúncio oficial e sem surpresa como a razão para o renascimento do poder de dissuasão do Irão.[36] Após o ataque de drones e mísseis do Irão a Israel, algumas autoridades israelitas prometeram uma resposta dura e lamentável; Esta promessa não foi cumprida com o acordo e apoio dos Estados Unidos, o maior apoiante e aliado de Israel. O presidente dos EUA, Joe Biden, num telefonema com o primeiro-ministro de Israel, Netanyahu, alertou-o contra a resposta ao ataque do Irão e declarou que, se Israel responder, não deverá esperar o apoio dos EUA.[37] O jornal britânico Guardian, num relatório do então e antigo Ministro da Defesa israelita, citou que a resposta directa de Israel ao Irão não é certa e Netanyahu ainda não tomou uma decisão oficial sobre este assunto.[38] De acordo com a reportagem deste jornal feita por Raz Zimmit, pesquisador do Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, Israel está enfrentando três problemas em resposta ao Irão: a forte reação do Irão a qualquer resposta de Israel, a falta de apoio americano e o conflito de Israel na guerra com Gaza.[39]

O representante de Israel nas Nações Unidas também exigiu mais sanções ao Irão e a inclusão do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) na lista de organizações terroristas.[40] Algumas fontes falaram sobre a determinação dos Estados Unidos em novas sanções contra o Irão.[41]

Segundo a Al Jazeera, citando o jornal sionista Yediot Akhroonut, Israel gastou entre 1,08 e 1,35 mil milhões de dólares e o Irão gastou cerca de 10% deste montante nesta operação[42]. TRT (site oficial da Organização Estatal Turca de Rádio e Televisão), o valor de 1,35 mil milhões de dólares é apenas o custo do combate aos drones e não inclui o custo de pilotar dezenas de aviões, bem como os danos causados pelos mísseis.[43]

De acordo com uma análise publicada pelo jornal inglês Guardian, a Jordânia tem enfrentado uma situação difícil e tem sido objecto de indignação pública no país e na região devido à sua cooperação com Israel na intercepção de drones iranianos.[44]

Referências

  1. ↑ «ده‌ها فروند پهپاد و موشک به سمت سرزمین‌های اشغالی شلیک شد»، خبرگزاری ایرنا.
  2. ↑ «رویارویی مستقیم نظامی با اسرائیل چه تاثیری بر زندگی شهروندان عادی ایران می‌گذارد؟»، یورونیوز؛ Motamedi, "‘True Promise’: Why and how did Iran launch a historic attack on Israel?», Al Jazeera Media Network.
  3. ↑ «نیویورک تایمز: اسرائیل در حمله ایران، با تسلیحاتی بسیار پیچیده و پیشرفته روبرو شد»، خبرگزاری ایسنا.
  4. ↑ «اولین تصاویر ماهواره از خسارت به پایگاه نواتیم در پاسخ ایران»، خبرگزاری ایسنا.
  5. ↑ «پاسخ احتمالی تل‌آویو به تهران: آیا نیروی هوایی اسرائیل می‌تواند ایران را زمین‌گیر کند؟»، یورونیوز.
  6. ↑ Motamedi, "‘True Promise’: Why and how did Iran launch a historic attack on Israel?», Al Jazeera Media Network.
  7. ↑ «پاسخ احتمالی تل‌آویو به تهران: آیا نیروی هوایی اسرائیل می‌تواند ایران را زمین‌گیر کند؟»، یورونیوز.
  8. ↑ «القوات الأمریکیة والبریطانیة اعترضت أکثر من 100 مسیرة إیرانیة قبل وصولها إلی إسرائیل»، arabic.rt.
  9. ↑ «الأردن: اعترضنا أجساما طائرة دخلت مجالنا الجوی»، الجزیره.
  10. ↑ «ای. بی. سی نیوز: ۹ موشک ایران به ۲ پایگاه اسرائیل اصابت کرد.»، خبرگزاری ایرنا.
  11. ↑ موشک هایپرسونیک ایران به اهداف اسرائیلی اصابت کرد /سفیر سوئیس به جای وزارتخارجه به سپاه احضار شد /موشک‌های بالستیک ظرف ۱۵ دقیقه به اسرائیل رسیدند»، خبرآنلاین.
  12. ↑ «حمله گسترده موشکی و پهپادی ایران به اسرائیل آغاز شد»، خبرگزاری تسنیم.
  13. ↑ «سرلشکر باقری: گنبد آهنین نتوانست مقابله قابل‌توجهی با عملیات ما داشته باشد»، شبکه العالم.
  14. ↑ «حمله اسرائیل به کنسولگری ایران در سوریه و شهادت ۷ عضو ارشد سپاه (+فیلم و عکس)»، عصر ایران.
  15. ↑ «نمایندگی ایران با هشدار به اسرائیل: اقدام نظامی بر اساس بند ۵۱ منشور سازمان ملل بود»، خبرگزاری ایرنا.
  16. ↑ «حسین علایی:۱۲۰ جنگنده پیشرفته برای مقابله با ایران به پرواز درآمدند اما...»، خبرگزاری خبرآنلاین.
  17. ↑ «ده‌ها فروند پهپاد و موشک به سمت سرزمین‌های اشغالی شلیک شد»، خبرگزاری ایرنا.
  18. ↑ «ده‌ها فروند پهپاد و موشک به سمت سرزمین‌های اشغالی شلیک شد»، خبرگزاری ایرنا.
  19. ↑ «خطبه‌های نماز عید فطر»، سایت دفتر حفظ و نشر آثار حضرت آیت‌الله العظمی خامنه‌ای.
  20. ↑ «پیام در پی شهادت سرلشکر پاسدار محمدرضا زاهدی و همرزمانش»، سایت دفتر حفظ و نشر آثار حضرت آیت‌الله العظمی خامنه‌ای.
  21. ↑ «حشود إیرانیة تحتفی بالهجوم علی إسرائیل»، الجزیره.
  22. ↑ «لبنانی‌ها، عملیات ایران علیه رژیم صهیونیستی را جشن گرفتند»، مشرق‌نیوز.
  23. ↑ «شادی مردم عراق در خیابان های بغداد از حملات موشکی و پهپادی ایران به اسراییل»، آپارات.
  24. ↑ برای نمونه نگاه کنید به: «اجتماع حوزویان در حمایت از عملیات «وعده صادق»»، خبرگزاری حوزه؛ «تجمع دانشگاهیان در حمایت از پاسخ مقتدرانه سپاه به رژیم صهیونیستی»، خبرگزاری فارس.
  25. ↑ برای نمونه نگاه کنید به «حامیان عملیات «وعده صادق» در پاکستان به خیابان آمدند»، خبرگزاری ایرنا.
  26. ↑ Requer fonte
  27. ↑ «پیام حضرت آیت الله العظمی مکارم‌شیرازی(مدّظلّه العالی)»، بلیغ‌نیوز.
  28. ↑ «پیام مرجع عالیقدر حضرت آیت الله العظمی نوری همدانی «مدظله العالی» در حمایت از پاسخ کوبنده جمهوری اسلامی ایران و گروه های مقاومت به تجاوزات رژیم صهیونیستی»، پایگاه اطلاع‌رسانی دفتر حضرت آیت‌الله نوری همدانی.
  29. ↑ «آیت‌الله رمضانی: رژیم صهیونیستی غده سرطانی و تهدیدی برای دنیای بشری است/ اسرائیل اگر اشتباهی کند، پاسخ ایران سنگین‌تر خواهد بود»، خبرگزاری ابنا.
  30. ↑ «المفتی العام لسلطنة عمان: الرد الإیرانی علی الکیان الصهیونی أمر یسر الخاطر حقا + صورة التغریدة»، وکالة أبنا العالمیة.
  31. ↑ «جنگ ایران و اسرائیل در نشست شورای امنیت»، یورونیوز؛ «حمله ایران به اسرائیل؛ واکنش کشورهای جهان چه بود؟»، بی‌بی‌سی فارسی.
  32. ↑ «جنگ ایران و اسرائیل در نشست شورای امنیت»، یورونیوز؛ «حمله ایران به اسرائیل؛ واکنش کشورهای جهان چه بود؟»، بی‌بی‌سی فارسی.
  33. ↑ «معادلات منطقه پس از وعده صادق»، روزنامه دنیای اقتصاد.
  34. ↑ «معادلات منطقه پس از وعده صادق»، روزنامه دنیای اقتصاد.
  35. ↑ «معادلات منطقه پس از وعده صادق»، روزنامه دنیای اقتصاد.
  36. ↑ «حسین علایی: ۱۲۰ جنگنده پیشرفته برای مقابله با ایران به پرواز درآمدند اما...»، خبرگزاری خبرآنلاین.
  37. ↑ «پاسخ احتمالی تل‌آویو به تهران: آیا نیروی هوایی اسرائیل می‌تواند ایران را زمین‌گیر کند؟»، یورونیوز.
  38. ↑ «How will Israel respond to Iran’s attack and could it cope with a war?», The Guardian.
  39. ↑ «How will Israel respond to Iran’s attack and could it cope with a war?», The Guardian.
  40. ↑ «جنگ ایران و اسرائیل در نشست شورای امنیت»، یورونیوز.
  41. ↑ Shalal and Lawder, «US to hit Iran with new sanctions in "coming days", Yellen says», Reuters.
  42. ↑ «إسرائیل أنفقت 1.5 ملیار دولار فی لیلة واحدة لصد الهجوم الإیرانی»، الجزیره.
  43. ↑ «آسیب اقتصادی حمله پهبادی ایران به اسرائیل، ۱.۳۵ میلیارد دلار برآورد شد»، وبگاه TRT.
  44. ↑ «Jordan faces difficult balancing act amid row over role in downing Iranian drones»،The Guardian.

Notas

  1. ↑ "No caso de um ataque armado contra um membro das Nações Unidas, desde que o Conselho de Segurança tome as medidas necessárias para manter a paz e a segurança internacionais, nenhuma das disposições desta Carta prejudicará o direito inerente à legítima defesa, seja individual ou coletivo. Curdo..." (Carta das Nações Unidas e Estatuto do Tribunal Internacional de Justiça, pág. 39, Artigo 51.)

Bibliografia

«یادداشت تحلیلی درباره معجزه عصای حضرت موسی(ع)»، پایگاه دفتر حفظ و نشر آثار حضرت آیت‌الله العظمی خامنه‌ای، تاریخ درج مطلب: ۴ اردیبهشت ۱۴۰۳ش، تاریخ بازدید: ۶ اردیبهشت ۱۴۰۳ش.